O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recorreu, nesta terça-feira (12), da decisão do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) que tornou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, e o irmão dele, Wander Lima Pinto Júnior, réus por fraude esportiva. O órgão solicita que ambos sejam incluídos também como réus por estelionato.
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A acusação aponta que, durante a partida entre Flamengo e Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023, realizada em Brasília, Bruno Henrique teria recebido um cartão amarelo de forma deliberada, beneficiando apostas feitas pelo irmão e por outros envolvidos. Essas apostas foram registradas em diferentes plataformas, com a previsão de que o jogador seria advertido, o que se confirmou no jogo.
No último dia 16, o juiz Fernando Brandini Barbagalo acolheu parcialmente a denúncia do MPDFT, aceitando apenas a acusação de fraude esportiva contra Bruno Henrique, o irmão e outras seis pessoas. O magistrado rejeitou o pedido para que respondessem também por estelionato e para que o jogador pagasse fiança de R$ 2 milhões como medida cautelar.
No recurso, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) reiterou o pedido de fiança e defendeu a inclusão do crime de estelionato na denúncia, argumentando que estão presentes os requisitos legais para a persecução penal e que houve prejuízo às empresas de apostas.
A decisão judicial que recebeu a denúncia por fraude esportiva destacou indícios levantados pelo GAECO, como o volume atípico de apostas prevendo a aplicação do cartão, a proximidade temporal com a partida e a abertura recente de diversas contas utilizadas para esses palpites. Segundo o documento, parte das apostas foi registrada na cidade natal de Bruno Henrique, Belo Horizonte (MG), e outras foram feitas por clientes novos nas plataformas Kaizen Gaming, GaleraBet e KTO, todas demonstrando alto grau de confiança no resultado específico.
Se condenados por fraude esportiva, Bruno Henrique e os demais acusados podem enfrentar penas de dois a seis anos de reclusão. O pedido de inclusão do crime de estelionato e da fiança de R$ 2 milhões ainda será analisado pelo juiz responsável.