Três produtos agrícolas se destacam como símbolos culturais e econômicos de municípios do estado do Rio de Janeiro: a banana de Itaguaí, o aipim de Maricá e o tomate de Paty do Alferes. Além de sua relevância na culinária e na geração de renda, esses alimentos carregam métodos de produção tradicionais e identidade própria, associados às características geográficas de cada região.
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A doçura da banana de Itaguaí
Estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio) apontam que a banana produzida em Itaguaí apresenta índices de Brix e níveis de potássio acima da média nacional, o que a torna uma das mais doces e nutritivas do país. Cultivada no município há mais de um século, a fruta se consolidou como importante ativo econômico e cultural, sendo celebrada anualmente em fevereiro, durante a Festa da Banana.
A retomada do aipim Manoel Ribeiro em Maricá
Em Maricá, o aipim da variedade Manoel Ribeiro, tradicional na região desde a década de 1950, esteve em risco de desaparecer. A partir de 2023, iniciativas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e a prefeitura local, viabilizaram o resgate da cultura do tubérculo. O projeto Inova Agroecologia promoveu a multiplicação e distribuição de mudas aos agricultores, garantindo a preservação e o retorno do aipim ao mercado.
Segundo especialistas, a variedade é conhecida pelo caule robusto e alta produtividade, podendo alcançar até 40 quilos por planta. Com cozimento rápido e longa durabilidade no solo, o produto tem potencial de valorização no comércio local, especialmente por meio de iniciativas como a Rota Gastronômica de Maricá.
A tradição do tomate em Paty do Alferes
Em Paty do Alferes, o tomate é cultivado principalmente em estufas, técnica que permite controle de fatores ambientais, reduz a necessidade de defensivos químicos e otimiza o uso de água. Enquanto no sistema tradicional são necessários cerca de 8 litros diários por planta, no cultivo protegido esse número cai para 2 litros. Em 2024, a produção local alcançou 10,2 mil toneladas, gerando aproximadamente 950 empregos diretos e movimentando R$ 71,7 milhões por ano.
O município também promove anualmente, no mês de junho, a Festa do Tomate, declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro em 2021. O evento atrai milhares de turistas, reunindo música, gastronomia e atividades culturais.
Aipim ou mandioca: diferenças regionais
Amplamente consumido no Brasil, o aipim – também chamado de macaxeira no Nordeste – é um dos principais insumos da base alimentar nacional. Existem dois tipos: a mandioca brava, utilizada na produção de derivados como farinhas e polvilho, e a mandioca mansa, consumida cozida ou frita. As denominações variam conforme a região, assim como as características das farinhas produzidas a partir do tubérculo.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconhece a farinha de mandioca como bem imaterial em estados como Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Pará, reforçando sua relevância cultural e histórica.
Três produtos agrícolas se destacam como símbolos culturais e econômicos de municípios do estado do Rio de Janeiro: a banana de Itaguaí, o aipim de Maricá e o tomate de Paty do Alferes. Além de sua relevância na culinária e na geração de renda, esses alimentos carregam métodos de produção tradicionais e identidade própria, associados às características geográficas de cada região.
A doçura da banana de Itaguaí
Estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio) apontam que a banana produzida em Itaguaí apresenta índices de Brix e níveis de potássio acima da média nacional, o que a torna uma das mais doces e nutritivas do país. Cultivada no município há mais de um século, a fruta se consolidou como importante ativo econômico e cultural, sendo celebrada anualmente em fevereiro, durante a Festa da Banana.
A retomada do aipim Manoel Ribeiro em Maricá
Em Maricá, o aipim da variedade Manoel Ribeiro, tradicional na região desde a década de 1950, esteve em risco de desaparecer. A partir de 2023, iniciativas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e a prefeitura local, viabilizaram o resgate da cultura do tubérculo. O projeto Inova Agroecologia promoveu a multiplicação e distribuição de mudas aos agricultores, garantindo a preservação e o retorno do aipim ao mercado.
Segundo especialistas, a variedade é conhecida pelo caule robusto e alta produtividade, podendo alcançar até 40 quilos por planta. Com cozimento rápido e longa durabilidade no solo, o produto tem potencial de valorização no comércio local, especialmente por meio de iniciativas como a Rota Gastronômica de Maricá.
A tradição do tomate em Paty do Alferes
Em Paty do Alferes, o tomate é cultivado principalmente em estufas, técnica que permite controle de fatores ambientais, reduz a necessidade de defensivos químicos e otimiza o uso de água. Enquanto no sistema tradicional são necessários cerca de 8 litros diários por planta, no cultivo protegido esse número cai para 2 litros. Em 2024, a produção local alcançou 10,2 mil toneladas, gerando aproximadamente 950 empregos diretos e movimentando R$ 71,7 milhões por ano.
O município também promove anualmente, no mês de junho, a Festa do Tomate, declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro em 2021. O evento atrai milhares de turistas, reunindo música, gastronomia e atividades culturais.
Aipim ou mandioca: diferenças regionais
Amplamente consumido no Brasil, o aipim – também chamado de macaxeira no Nordeste – é um dos principais insumos da base alimentar nacional. Existem dois tipos: a mandioca brava, utilizada na produção de derivados como farinhas e polvilho, e a mandioca mansa, consumida cozida ou frita. As denominações variam conforme a região, assim como as características das farinhas produzidas a partir do tubérculo.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconhece a farinha de mandioca como bem imaterial em estados como Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Pará, reforçando sua relevância cultural e histórica.