Quem passou pelo Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nos últimos dias, foi surpreendido pela instalação de uma estrutura que aparentava ser um mictório a céu aberto, sem qualquer tipo de proteção ou cercamento. A cena causou estranhamento entre moradores e pedestres que circulam diariamente pela praça.
Apesar da aparência incomum, a prefeitura informou que a situação faz parte do cronograma de montagem dos banheiros provisórios para o Carnaval 2026. Segundo o município, neste ano a instalação teve início pela estrutura interna dos equipamentos, diferentemente do que ocorreu em anos anteriores.
De acordo com a administração municipal, o cercamento que garante privacidade aos usuários ainda será instalado ao longo desta semana. A prefeitura reforça que os mictórios não funcionam abertos e não serão utilizados da forma como aparecem atualmente. Estruturas semelhantes, segundo o poder público, já foram montadas no mesmo local em outros carnavais.
Estrutura do Carnaval 2026
A expectativa da Prefeitura do Rio é receber mais de seis milhões de pessoas entre os dias 17 de janeiro e 22 de fevereiro. Para atender ao público, estão previstas cerca de 34 mil estruturas sanitárias espalhadas pela cidade, incluindo banheiros químicos, unidades adaptadas para pessoas com deficiência, mictórios e contêineres sanitários.
A operação e instalação dos equipamentos estão sob responsabilidade da empresa Dream Factory.
Funcionamento e privacidade
A organização do evento informa que todos os mictórios serão totalmente fechados com tecido escuro, garantindo privacidade aos usuários. Os equipamentos são conectados às redes de esgoto, água e energia elétrica e só entram em funcionamento nos dias oficiais de desfile dos blocos de Carnaval. Também está prevista limpeza constante e controle de acesso durante o uso.
Reação de moradores
Mesmo com os esclarecimentos, moradores e pessoas que circulam pela região relatam confusão. Muitos acreditam, inicialmente, que os mictórios funcionariam de forma aberta. Agentes de limpeza urbana que atuam no local afirmam que têm sido frequentemente questionados e precisam explicar a situação aos transeuntes.
Alguns foliões também demonstraram preocupação com a quantidade de banheiros químicos, especialmente os destinados ao público masculino. A empresa responsável, no entanto, afirma que os mictórios não substituem totalmente esses equipamentos e que o objetivo é otimizar o espaço disponível e ampliar o número de unidades voltadas ao atendimento do público feminino.